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Filme Bella: arte e delicadeza a favor da vida
Delicadeza ao propor que a vida e o amor são mais fortes que a morte. Esse foi um dos diferenciais que levaram o filme Bella, de Eduardo Verastegui, a receber, em Roma, do Movimento pela Vida, o prêmio Madre Tereza de Calcutá. A produção conta a história de uma mulher que pensa em praticar o aborto mas tem sua vida mudada ao encontrar um "misterioso" colega de trabalho.
Os valores propostos por Bella são os da maior parte das pessoas - afinal, obviamente, as crianças nascidas são de longe mais numerosas que as abortadas. Mas isso não torna menos preocupante o crescimento de valores contra a vida, que têm resultado, por exemplo, na recente notícia de que o aborto já é a maior causa de morte na Europa.
Essa foi uma das principais constatações do relatório "O aborto na Europa e na Espanha", publicado recentemente pelo Instituto Espanhol de Política Familiar. O estudo registrou 2.863.649 de abortos praticados em 2008. As consequências, além da tragédia em si, têm sido a diminuição e o envelhecimento da população, com impacto sobre a produção e a previdência, entre muitos outros graves efeitos sociais.
Atualmente, nos 27 países da União Europeia, apenas na Irlanda e em Malta o aborto é totalmente proibido. Em outros 14 ele é admitido em determinadas circunstâncias, e em 11 a prática é liberada.
Arrecadando grandes bilheterias e prêmios internacionais, o filme Bella coloca a beleza e a arte do cinema a favor do amor à vida. Vale a pena conferir.
9/3/2010
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