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Especialistas da ONU defendem que opiniões das crianças sobre seus direitos sejam ouvidas

Convenção estabelece que voz infantil seja levada em conta, além de defender direito à vida, à saúde, à educação, à vida familiar e à proteção contra a violência

por ONU Brasil   publicado às 11:18 de 25/09/2014, modificado às 11:18 de 25/09/2014

Um grupo de especialistas das Nações Unidas pediu que os governos renovem os esforços para assegurar que as opiniões das crianças sejam ouvidas e levadas em conta.

“Temos tido um progresso significativo em relação aos direitos das crianças nos últimos 25 anos, mas muitas crianças ainda são vítimas de violência, exploração e negligência, e várias não tem acesso à saúde e educação decentes”, disse a presidente da Comissão dos Direitos da Criança, Kirsten Sandberg.

“As crianças devem participar da busca por soluções dos vários problemas do mundo”, ressaltou Sandberg, que preside a Comissão composta por 18 especialistas em direitos humanos.

“As crianças devem participar da busca por soluções dos vários problemas do mundo”, disse a presidente da Comissão dos Direitos da Criança, Kirsten Sandberg.Foto: UNICEF/Noorani

Como parte dos esforços da comissão para se envolver com as crianças, os membros realizaram, na última quarta-feira (24), quatro debates no Google+ Hangout com jovens de 14 países para saber o seu ponto de vista sobre os próprios direitos.

“A geração jovem de hoje está crescendo em um mundo onde a mudança climática é evidente”, disse a especialista. “As novas tecnologias estão mudando a vida das crianças de forma dramática, trazendo oportunidades para que eles saibam se engajar e socializar, mas também impõem novos desafios.”

A Declaração do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) marca o 25 º aniversário da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989.

A Convenção, ratificada por 194 países, estabelece que os direitos das crianças incluem o direito à vida, à saúde e à educação, bem como o direito a uma vida familiar, à proteção contra a violência, a não serem discriminadas e terem suas opiniões ouvidas.

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crianças, direitos, diálogo, opinião