O valor e a contribuição das organizações não governamentais por uma nova economia, mais justa e inclusiva

por Teresa Breda   publicado às 00:00 de 14/05/2021, modificado às 13:06 de 14/05/2021

Ao quebrar muros, criamos um mundo sem barreiras. A mundialização derrubou as fronteiras internacionais dos Estados, do mercado, do público, do privado e das instituições para se tornarem uma coisa só, com uma comunicação integrada. Este fenômeno global pode ser conflituoso e indecifrável para alguns, entretanto sob uma ótica diferente, ele pode se tornar uma grande chave para um mundo mais unido

Na mundialização, há lógicas que se consolidam, atores que cumprem seus papéis, escolhas ideológicas que se afrontam. A escolha diplomática de conviver num mundo onde convergem diferentes culturas, religiões e etnias se transforma em oportunidades de diálogos e de ações antes nunca pensadas para promover o bem e assistir a quem mais precisa. 

Portanto, as grandes Organizações Não Governamentais (ONGs), como exemplo o Greenpeace, os Médicos sem Fronteiras (MSF) ou a Anistia Internacional, nos ajudam a compreender um ponto de vista da redistribuição dos papéis entre as esferas política, mercadológica e civil. São elas que compilam décadas de aprendizado sobre um novo modelo de se fazer gerar o que é da ala do direito humano. 

Agentes de transformação

Por vezes, ONGs internacionais são vistas como sinônimo de mal e suas atuações julgadas como dispensáveis. Apesar das avaliações frequentes de serem brechas no patriotismo, as multinacionais são importantes instrumentos de defesa do cidadão e agem de acordo com suas necessidades. 

No Brasil, segundo a Constituição de 1988, elas podem se valer de todos os recursos legais para a execução de suas finalidades, que caminham desde a atenção primária da saúde da população, como os Médicos Sem Fronteiras ou albergues que acolhem moradores do interior para tratamentos de câncer na capital, até o atendimento de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, tendo em vista seu desenvolvimento pessoal e profissional, como é o caso da ONG AFAGO

As multinacionais vão onde precisam de suas atenções; nas regiões mais degradadas sócio e economicamente, às populações devastadas por guerras e epidemias, ao apoio de quem mais precisa. E assim elas florescem: quando os Estados nacionais e as instituições supranacionais precisam delas. Esta foi uma constatação realizada pelos autores do livro “As multinacionais do Bem - ONGs, política e mercado”.

“Seja porque as ONGs apresentam vantagens comparativas em relação à burocracia, permitindo contornar ou ultrapassar barreiras que limitam a ação internacional de solidariedade ou desenvolvimento. Seja como meio para tornar presente a opinião pública, trazendo o “sol democrático” para as conferências, assembleias e corredores de organizações como o Banco Mundial, a ONU e a OMC, que dialogam e se articulam com uma grande diversidade de ONGs”, afirma Paula Chies Schommer, no prefácio da obra.

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