Mov. Focolare
  

“A minha vida para continuar o teu sim”: pessoas relembram o adeus à Chiara Lubich

Se te perguntarem “quem foi Chiara Lubich”, o que você diria?

por Teresa Breda   publicado às 00:00 de 07/01/2022, modificado às 13:13 de 07/01/2022

Se te perguntarem “quem foi Chiara Lubich”, o que você diria? Para centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo, ela foi uma luz que iluminou o caminho e forneceu uma nova maneira de enxergar a vida. 

Este pequeno nome retrata uma grande mulher italiana, uma personalidade reconhecida internacionalmente que ultrapassou barreiras e conheceu os tesouros do mundo espiritual. E foi no dia 14 de março de 2008 que esta clara luz deixou o mundo terreno para a aventura celestial. Em preparação ao lançamento de sua nova biografia, pela Editora Cidade Nova, entrevistamos algumas pessoas que vivenciaram sua partida. 

“Ela respirava com dificuldade e parecia já inconsciente, segurei a mão dela, beijei-a e não consegui articular uma palavra, mas sim no meu coração brotou uma promessa: ‘a minha vida para continuar o teu sim’.

Esse relato é dado por Marília Nasser, focolarina que esteve entre o grupo que pôde se despedir de Chiara nos últimos dias antes de sua morte em Roma, onde Lubich morava. Ela vivia na mesma cidade e conta que a emoção e o clima de solenidade pairavam no ar naqueles dias, que a fila para sua visita nunca ficou curta, pois todas e todos queriam dar o seu adeus. 

“Cedo, no dia seguinte”, relembra, “corremos à missa de corpo presente na sua casa, antes de transportar o corpo, e já começavam a chegar os principais canais de televisão de Roma para entrevistas, filmagens, etc. A partir daí ela não era mais nossa... personalidades políticas, religiosas invadiram o local.”

Do Vaticano à Globo, encontramos a notícia sobre sua morte em diferentes sites. A influência de Chiara era gigantesca e o mundo noticiou sua partida, reconhecendo seus trabalhos.  

O focolarino Ronaldo Marques estava no Brasil quando soube da notícia e foi um dos escolhidos para viajar à Roma para o funeral. Naquela mesma época, um dos primeiros focolarinos no Brasil residia em seu focolare e também se encontrava no meio de um processo delicado de doença. Portanto Ronaldo permaneceu ao lado do amigo e somente viajou quando o quadro de saúde estava apresentando melhoras. “E chegando em Roma vivi fortes momentos”. 

Para homenagear Chiara, o grupo de brasileiros e brasileiras pensou em demonstrar a eterna gratidão do país por seus feitos com um enorme arranjo de flores. Mas um importante convite mudou os planos: Ronaldo seria uma das poucas pessoas a carregar o caixão de Chiara da porta da igreja até o altar. “Me senti um Representante do Povo, da família de Chiara do Brasil todo.”

Segundo ele foi uma emoção enorme entrar e ouvir pessoas agradecendo Chiara em inúmeras línguas, vozes, pessoas de vocações variadas, várias gerações, crianças deixando presentes no altar, religiosos, sacerdotes, budistas, monges, todos irmãos. “Era comovente ver a gratidão e o vínculo de uma multidão com uma pessoa aparentemente frágil.”

Chiara faz-se presente em nosso coração cumprindo um papel fundamental em nossa vida. Podemos dizer que suas palavras, registradas em dezenas de livros e pesquisadas até hoje, agem como uma espécie de guia que nos leva a atitudes radicais de amor, compreensão, reflexão e recomeços. 

Quer conhecer mais sobre essa grande mulher? Conheça algumas de suas obras e fique atento(a) pois em breve a Cidade Nova irá lançar sua nova biografia! 






 

Tags:

Chiara Lubich, movimento dos focolares, Falecimento de Chiara Lubich, A vida de Chiara Lubich