“Não nos contentemos com as coisas pequenas. Deus quer coisas grandes!”

A exortação de Santa Catarina de Sena que nos convida a testemunhar o evangelho em toda a sua integridade, com os olhos no ressuscitado.

por Teresa Breda   publicado às 13:30 de 29/04/2021, modificado às 19:03 de 29/04/2021

Em apenas 33 anos de vida - a mesma idade de Cristo - Catarina Benincasa tornou- se uma grande influência por toda a Europa, consagrando-se ao final da vida Doutora da Igreja e Padroeira do Continente Europeu e da Itália. 

Decidida e firme em sua vocação de doar-se inteiramente à Deus, aos sete anos de idade fez seus votos de virgindade, amadurecendo a vocação até que aos 16 anos conquistasse o aval dos pais rigorosos que queriam que Catarina se casasse, para participar da comunidade das “Mantellate” ou também chamadas Terciárias Dominicanas. 

Mãe e mestra

Nascida em 1347, em Sena (Itália), foi a 24ª filha dos 25 filhos que Mona Lapa e Jacomo Benincasa tiveram. Infelizmente, alguns de seus irmãos e irmãs não viveram por muito tempo devido à situação alarmante da peste negra daquele período. De fato, seu casamento pode não ter ocorrido de acordo com as vontades dos pais, mas com certeza, sua aliança com a Igreja pode ser definida como fiel, radical e amorosa.

Muitos íntimos a chamavam de mãe e mestra, dada sua dedicação à comunidade e sua postura firme, mas amável. Após aprender a ler e escrever, Catarina desempenhou um trabalho caritativo intenso, no momento em que a Europa sobrevivia a pestes, a escassez, sofrimentos e guerras. Apesar disso, a santa se tornou uma referência para interessados em cultura e religião. Estes, acabavam por frequentar com certa periodicidade a sua casa e, por tanto, começaram a ser chamados de “catarinados”

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Testemunho de fé e determinação

Boa parte de sua vida foi testemunhar a caridade fora dos muros do convento. Cuidou arduamente dos pobres e doentes de peste em sua cidade natal, servindo sempre com um amor único. Sua determinação a conduzia a escrever diversas cartas para autoridades da época. Bispos, políticos ou sacerdotes costumavam receber suas palavras sobre o que via por onde viajava pela Itália. Até hoje, aproximadamente 400 cartas estão resguardadas. 

Sua atuação na igreja era tamanha, que Catarina de Sena teve grande participação no processo de retomada do papado para Roma. Em 1380, quando estava em Roma sob convite do Papa Urbano VI em virtude da rebelião de um grupo de Cardeais, que deu início ao cisma do Ocidente, ela adoece e morre no dia 29 de abril. 

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Doutora, escritora e Padroeira

Autora da coletânea “Orações” e dos escritos “O Diálogo da Divina Providência” e “Epistolário”, foi detentora de uma ampla sabedoria, coragem, grandeza espiritual e doutrinal, que marcam a Igreja até os dias de hoje. Foi em 1970 que Paulo VI proclamou Catarina Doutora da Igreja. 

Durante uma visão, a santa ouve de Jesus, em 1367: “Munida de uma fé invicta, poderá enfrentar, vitoriosamente, seus adversários”. Hoje, estamos certos de que Catarina de Sena foi a encarnação viva desta visão.


 

 



 

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